A ÉTICA NÃO SABE DANÇAR O CRÉU
A ética no esporte é algo a ser reconsiderado, pelo menos em se tratando de Brasil, país onde o roubo, a mentira e a impunidade marca a vida de todos aqueles que tratam de cumprir as leis e de viver em paz.
A atitude do Clube de Regatas do Flamengo está de acordo com a postura de seus dirigentes.
A do Botafogo de Futebol e Regatas também. No Botafogo vemos dirigentes interessados em contratar pessoas que consideram a ética como um dos fundamentos que justificam a existência do clube. Lamentavelmente, a honestidade de seus dirigentes não é bem recebida por todos, principalmente por aqueles que ainda não descobriram que as condutas profissionais daqueles que são pessoas públicas influenciam os que os admiram. Os atletas do Clube de Regatas do Flamengo que incentivam o deboche e a ironia manifestam o baixo nível cultural e a alienação política de seus gestos. A imprensa que minimiza a ofensa e a justifica como “brincadeira” tem igual responsabilidade. Não é por outra razão que não esta desconsideração com os demais e com a aceitação do ilícito que estamos deteriorados como Sociedade.
Melhor será não me estender no assunto, porque com pessoas do nível que desprezam os valores dos atletas, colegas de profissão, pais de família e da diretoria do Botafogo de Futebol e Regatas, melhor o silêncio, pois suas surdas ignorâncias, jamais permitiriam um diálogo no nível que Bebeto de Freitas pretende estender ao futebol e aos demais esportes do Brasil, tão mal usados, transformados em fonte de perversão e freqüentando pelos debochados que pensam, com suas baixezas estarem em superioridade aos que lutam e pretendem um mundo melhor. Os que trabalham, os que se dedicam, esperam algo mais do que uma vitória, um arbitro que os proteja, uma diretoria omissa que os acobertem.
Um trabalhador do esporte que temos, contratamos, incentivamos e queremos no Botafogo de Futebol e Regatas tem o dever e a honrar de viver com uma proposta ética, social e que torne lícita sua vitória. Respeitadores do jogo, onde o ganhar e o perder façam parte, assim como a imparcialidade de quem arbitra.
(by Roberto Curi Hallal)

o que se pode esperar de dirigentes de ambos os clubes, que tem baixa bagagem cultural, e jogadores que não tem ética porque desconhecem a própria natureza humana ? no futebol o deboche existe desde charles muller, ou até antes. Faz parte da pobre cultura futebolista. A uma contra cultura envolvida nisto tudo, além do que a gozação e o deboche jamais se desvinculará deste esporte. O autor por ser botafoguense se ofende por bobagem. Existem coisas mais séries do que o choro-ro-ro alvinegro.
É MUITO IMPORTANTE ISSO